Salve Arte Festival apresenta programa 10 nesta terça-feira, 30 de março


Foto: Luan Cunha

Um presente-futuro com mais esperança para a arte em tempos de pandemia. Frutos sendo colhidos e construções sendo fortalecidas em um momento difícil para os trabalhadores da cultura.

Já foram nove programas sendo realizados e apresentados com emoção, união, troca, visibilidade e reconhecimento. É assim que o Salve Arte tem crescido, proporcionando acesso à cultura e valorização da classe artística. Na próxima terça-feira, dia 30, a exibição do Programa 10 será transmitido com diversas linguagens artísticas de diferentes territórios da zona sul, do estado, do Brasil e até mesmo de fora do país.

A proposta do Salve Arte de criar novas oportunidades à arte da zona sul e abrir caminhos para trabalhadores culturais no período durante e pós pandemia tem tido muito êxito desde a pré-temporada, iniciada em 2020. Agora, sendo contemplado no edital n° 09/2020, é realizado com recursos da Lei nº 14.017/2020, através do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Sedac/RS, o festival tem mensurado caminhos ainda mais altos de conexão, intercâmbio e oportunidade a artistas e produtores.

De acordo com o coordenador e idealizador do projeto, Kako Xavier, o festival que vem contemplando tantos artistas da zona sul, mas também de outros estados e países, “vem ganhando uma notoriedade muito bacana, pois alcança o seu objetivo de distribuição generosa de valorização financeira e artística a tantos trabalhadores da cultura, especialmente no momento da pandemia”.

Ao todo, o Festival alcançará 224 nomes artísticos envolvidos e mais de 30 trabalhadores da arte e cultura, levando 56 espetáculos por mês através do canal do YouTube Salve Arte Festival, com realização da Casa do Tambor. “A experiência tem sido mágica e profunda e temos visto a necessidade de, acima de tudo, andarmos juntos, em prol da arte. Iremos levar esse projeto adiante por muito tempo, pois ele abriu caminhos para muitas pessoas”, disse Kako.

Para a programação desta terça (30), a produção do Salve Arte preparou mais um programa repleto de diversidade e emoção com as gravações realizadas na Casa do Tambor, em Pelotas. As atrações vêm de diversos lugares e mostram a grande potência artística que tem sendo construída ao longo de cada programa. Uma das etapas é a entrevista coletiva que é feita com os artistas e produção a cada pré-apresentação e, desta vez, os artistas falam sobre seus espetáculos, seus sentimentos e expectativas em relação ao que o Salve Arte tem realizado na vida de tantos trabalhadores da cultura.

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Transmissão ao vivo pelo youtube oficial do Salve Arte, dia 30 às 20h.
Realização: Casa do Tambor
Coordenação Geral e Apresentação: Kako Xavier
Financiamento: Lei 14.017/2020, Lei Aldir Blanc, através do Ministério do Turismo,
Secretaria Especial da Cultura e Sedac.
Apoio: TVE, FM Cultura, Diário Popular, União FM, Prefeitura Municipal de Pelotas, Osirnet
e TV Nação Preta.

Programa 10 – Terça-feira, dia 30 de março às 20h no canal do youtube do Salve Arte

Foto: Luan Cunha

Velho Abajur, banda da cidade de Bagé mostra um hibridismo de experiências e gostos musicais, sendo difícil e até mesmo dispensável pelos integrantes, categorizá-la dentro de um gênero musical específico, pois seu repertório perpassa pelo Jazz, Gipsy Jazz, Rock, Pop-Rock, Samba e MPB, que reverbera uma sonoridade singular a partir de suas particularidades. Para o Salve Arte, a banda preparou o espetáculo “Cosmogonia”, que, segundo Cibele, integrante da banda, remete a um ponto posição social e visões de mundo mais horizontais que a banda carrega, diferente de um formato mais eurocrentrado. De acordo com Cibele, a banda busca caracterizar as lutas e resistências que possuem, através da crítica ao racismo, machismo e gordofobia.

Cibele também destaca que a oportunidade que o Salve Arte trouxe para a banda se mostrou como uma proposta incrível de valorização de artistas, trocas e visibilidades: “Precisamos todos nos reinventar muito nesse momento de pandemia. E o Salve Arte possibilita que a gente mostre o nosso trabalho e sejamos pagos por isso. Parece óbvio, mas só quem é da cultura sabe o quanto é difícil isso acontecer. Então o Salve Arte é mais do que necessário em nossas vidas”, declarou.

Quem amadrinha a banda é Karola Nunes, de Cuiabá, do Mato Grosso. “Essa conexão é muito importante para mim. Conheci o Kako em 2018 e lembro que já tínhamos prometido que essa conexão iria acontecer. Agora estou aqui no Salve Arte e fazendo esse juntamento artístico, pois salvar a arte e ser salva pela arte é o meu intuito maior como artista, poder dialogar e demonstrar a potência que é a arte. As pautas da banda Velho Abajur me transbordam”, declarou Karola.

Foto: Luan Cunha

Cia Teatral Vida de Pelotas, criada pelo artista de teatro e palhaçaria, Cid Branco busca levar a arte ao maior número de pessoas possível; e como meta, desenvolver o conhecimento artístico e habilidades criativas, proporcionando reflexão crítica para formar novos trabalhadores da cultura na cidade de Pelotas e região. Para o Salve Arte, eles prepararam “Memórias de um quilombola”, que conta a história de um preto velho que chega a um
terreiro de umbanda e conta sua travessia da África para o Brasil, relembrando seus sofrimentos e perdas por causa da escravidão e do racismo. É uma peça que fala sobre a ancestralidade que faz parte da formação da cultura brasileira, através da religião e de toda a crueldade da escravidão e possui direção, iluminação e sonoplastia de Larissa Rosado, atuação e texto de Cid Branco.

“O Salve Arte literalmente tem salvado a vida de muitos artistas que estavam desamparados nesse momento. Foi uma forma de nos reinventarmos e até nos inventarmos novamente”, declarou Cid. Quem apadrinha o grupo é Newton Grande, da Barra do Ribeiro.

Foto: Luan Cunha

Gilberto Oliveira, conhecido como um dos grandes mestres das cordas, sendo violonista, baixista, compositor, arranjador e produtor, traz sua marca na música integrando o melhor entre dois universos distintos e complementares: a música erudita e a vibração e espontaneidade da música popular. Suas composições sugerem cores e criam espaços de suspensão onde resignifica-se a relacão entre espaço e tempo. O músico já foi padrinho no
Salve Arte e desta vez, traz seu espetáculo musical.

“Eu vejo o Salve arte como uma verdadeira porta de entrada para a cultura e todas as suas linguagens. É um projeto de alma, de afeto e de coração. Me emociona muito pensar em tudo o que o projeto tem fomentado. É necessário e acima de tudo, muito bonito”, disse.

Djâmen Farias, de Lisboa, Portugal é o padrinho e declara estar muito honrado com o convite: “Vim para Portugal também com o intuito de desbravar o mundo sobre a arte. Estar com o coração aberto é maravilhoso para canalizar nossa energia nesse momento tão importante para a humanidade. O Salve Arte canaliza toda essa potência num único lugar só, tendo as melhores intenções e as melhores potências para unir o que há de melhor em nós todos”. O artista também declara a importância de ser escolhido como padrinho de Gilberto Oliveira: “Ele é um grande precursor da arte como um todo. Na verdade, ele é um dos grandes padrinhos de todos nós”.

Foto: Luan Cunha

Douglas Paiva apresenta um lindo espetáculo em que reúne dança e circo. Intitulado “Dancirco online”, o artista traz a arte da dança e do circo, categorias que fazem parte da sua trajetória artística. Quem o amadrinha é Charlise Bandeira, de Rio Grande.

 

 

Foto: Luan Cunha

Lutiene de Souza, de Pedro Osório apresenta seu trabalho literário. Sua apresentação mostra a contribuição da literatura em sua trajetória que já alcança oito livros publicados e lançados. Agora ela está escrevendo os próximos projetos literários que já estão em andamento. “Tenho o pensamento de mais adiante fazer algum livro com participações especiais”, disse. Sobre o Salve Arte Festival, ela conta que o convite chegou num momento fundamental, pois trouxe força e ânimo em um momento difícil que estava passando como artista. De acordo com a jovem autora, é fundamental encontrar projetos que valorizem e reconheçam. as diferentes linguagens da arte. Seu padrinho será o músico e compositor Pedro Borghetti, de Porto Alegre.

Foto: Luan Cunha

Garotos da Rua revisita a história de uma das bandas mais importantes do rock gaúcho, a partir da perspectiva de Edinho Galhardi, baterista original dos Garotos e amigo de infância do Bebeco Garcia – vocalista, fundador e principal compositor da banda, que nos deixou em 2010. Formada originalmente em Porto Alegre em 1983, os Garotos atingiram sucesso nacional nos anos 80. A nova formação da banda surge 35 anos depois, em 2018, agora na cidade natal de Bebeco e Edinho – Rio Grande/RS – com Leonardo Rechia e Franco Oliveira.
Quem os apadrinha é Yangos, grupo musical de Caxias do Sul.

Foto: Luan Cunha

Josi apresenta o Samba dos Pagos, primeiro trabalho em homenagem ao compositor Nelson Prestes, tri campeão de sambas enredos da Escola de Samba General Telles na década de 70 e também um dos mestres de bateria da vermelho e branco. Antes da sua morte, a amiga e intérprete de suas canções, prometeu ao compositor que suas músicas não cairiam no esquecimento. inclusive, Josi, ganhou o prêmio de melhor intérprete defendendo uma canção do Nelson, no Festival de Música de Bar, organizado pela Dj Helo em 2000, que também levou o troféu de canção mais popular. Ela é apadrinhada por Sorriso, de Porto Alegre.

“O que me chama muito a atenção no Salve Arte é a democracia e diversidade cultural. Isso me emociona muito, pois nos toca profundamente. Ver a periferia e ao mesmo tempo, pessoas que já possuem um trabalho consolidado todos no mesmo ambiente é revolucionário”, destacou.

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