Nova produção do premiado grupo gaúcho Máscara EnCena, “Sonar” explora o despertar da adolescência

Produção utiliza máscaras, formas animadas e manipulação de objetos — foto: Tom Peres

   Nova produção do premiado grupo gaúcho Máscara EnCena, Sonar é um espetáculo que explora a perspectiva de um menino que dá os primeiros passos rumo à adolescência. O projeto tem concepção de Alexandre Borin, que atua com Fábio Cuelli, responsável pela direção cênica. As apresentações de estreia serão nos dias 6, 7 e 8 de agosto, quinta-feira, sexta e sábado, às 15h, no Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa (Av. Independência, 75 — Independência, Porto Alegre). Os ingressos estão à venda na plataforma Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/sonar/3497109)

   A trama apresenta Ranos, um adolescente em fase de crescimento em busca da própria identidade. Entre sonhos e delírios, o garoto descobre a existência de um portal que conecta o quarto dele ao fundo do mar. Mas, quando as fronteiras entre a realidade e a imaginação se desfazem, a visita misteriosa de um polvo invade o espaço mais íntimo do rapaz. O quarto do menino torna-se palco para o processo de transformação da infância à vida adulta. A produção é um mergulho na estranheza de crescer com a coragem de habitar o desconhecido.

    A peça aposta em uma linguagem artística sofisticada por meio de formas animadas com o uso de máscaras e manipulação de objetos. A construção de uma dramaturgia com forte apelo visual e sonoro tem o objetivo de traduzir as transformações físicas, emocionais e subjetivas que atravessam o crescimento durante a puberdade. É um território potente, complexo e ainda pouco explorado na cena teatral.

   — Trabalhar o tema da adolescência surgiu do desejo em acessar um novo público, visto o grande interesse desses espectadores em máscaras. Outro ponto que reforça nossa ideia é a carência de projetos que tratam dessa fase da vida. Os conflitos, desejos e paixões adolescentes são desdobrados em imagens que buscam sintetizar suas sensações. Para isso, foi importante coletar, em oficinas e atividades de escrita junto a alunos de escolas municipais de Porto Alegre, relatos de histórias relacionadas aos estados emocionais das máscaras trabalhadas — explica o ator Alexandre Borin.

  A montagem também conta ainda com direção de arte e cenografia de Maurício Casiraghi, direção coreográfica e produção de Camila Vergara, trilha sonora original de Caio Amon, figurinos de Gustavo Dienstmann, iluminação de Gui Malgarizi e criação de bonecos e elementos cênicos de Mário de Ballentti. O projeto foi selecionado no Edital de Incentivo à Novas Montagens CHC 2026 e também conta com o financiamento da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) por meio do edital da Secretaria de Estado da Cultura do RS (SEDAC). 

> A escolha do título — Sonar: 

Sonar, em português, refere-se a um sistema de propagação de ondas sonoras para detectar objetos, medir distâncias e mapear o fundo de ambientes aquáticos como o oceano. Algo próximo do que fazem golfinhos e baleias por meio da ecolocalização. Já, em espanhol, a mesma palavra também significa soar, indicando a capacidade de emitir sons. Em ambos os sentidos, o termo carrega dois elementos centrais na narrativa do projeto: a busca por se localizar no mundo em um momento de transição da infância à vida adulta e o som como personagem que impulsiona esse jovem em uma nova descoberta de si mesmo. 

> Ficha técnica:

Concepção: Alexandre Borin; Direção cênica: Fábio Cuelli; Elenco: Alexandre Borin e Fábio Cuelli; Dramaturgia: Máscara EnCena; Direção de arte e cenografia: Maurício Casiraghi; Direção coreográfica: Camila Vergara; Trilha sonora original: Caio Amon; Figurino: Gustavo Dienstmann; Iluminação: Gui Malgarizi; Criação de máscara: Fábio Cuelli; Criação de bonecos e elementos cênicos: Mário de Ballentti; Vozes em off: Alexandre Borin, Fábio Cuelli e Mariana Rosa; Cenotécnico: André Gnatta; Comunicação e redes sociais: Mariana Rosa; Design gráfico: Carol Rosa; Vídeos de divulgação: Eroica Conteúdo; Fotografia: Tom Peres; Audiodescrição: OVNI Acessibilidade; Direção de produção: Camila Vergara;Produção e realização: Máscara EnCena; Financiamento: PNAB e CHC Santa Casa.

> O grupo — Máscara em Cena:

  Criado em 2014 em Porto Alegre, o Máscara EnCena foifundado a partir do encontro de artistas interessados em investigar as potencialidades da máscara na cena contemporânea. Formado por Alexandre Borin,Camila Vergara, Fábio Cuelli e Mariana Rosa, o coletivo desenvolve uma pesquisa continuada, consolidando uma trajetória marcada pela criação de espetáculos, intervenções cênicas e projetos audiovisuais. O repertório da trupe inclui as montagens Imobilhados (2017), 2068 (2019) e Geppetto (2025), todas com direção de Liane Venturella. A trupe também encenou a intervenção cênica Bando (2021), dirigida por Maurício Casiraghi, que integra a programação nacional do SESC Palco Giratório 2026, circulando por diversas cidades brasileiras.

  O grupo recebeu importantes indicações e premiações em âmbito regional e nacional. Em 2019, Imobilhados realizou a estreia internacional no Festival Masq’Alors, no Canadá, e circulou por São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul por meio dos editais SESI Viagem Teatral, SESC Pulsar e FAC #JuntosPelaCultura, além de ter participado de diversos festivais brasileiros. Desde 2020, a companhia também investiga as possibilidades de diálogo entre a máscara e o audiovisual. Dessa pesquisa, nasceram os vídeos Imobilhados na Quarentena  realizado pelo Edital Itaú Cultural Arte como Respiro em parceria com a Eroica Conteúdo —e 206820, com direção de Maurício Casiraghi econtemplado pelo Prêmio Braskem de Artes Cênicas.

> SERVIÇO:

QUANDO: 06, 07 e 08/08, quinta-feira, sexta e sábado, às 15h.

ONDE:  Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa (Av. Independência, 75 — Independência, Porto Alegre)

QUANTO (na bilheteria): De R$ 25,00 a R$ 50,00 

INGRESSOS ON-LINE: https://www.sympla.com.br/evento/sonar/3497109

DURAÇÃO: 50 minutos 

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: Livre 

Foto: Tom Peres

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